Você sabia!?
No coração vibrante do Brasil, onde a esperança dança ao ritmo do samba e os sonhos se elevam como balões em uma festa junina, existe uma fila silenciosa que se estende além do que os olhos podem ver. São mais de 65 mil almas esperando por um milagre, um gesto de generosidade que pode não chegar a tempo.
“Além da Esperança” não é apenas um filme; é um espelho da realidade de milhares de brasileiros que aguardam na fila de transplante de órgãos. O filme nos convida a refletir sobre a vida e a morte, sobre dar e receber.
A cada ano, mais de 4,2 mil pessoas perdem a batalha contra o tempo, enquanto a lista de espera por um transplante cresce. Esses números não são apenas estatísticas; são histórias, são famílias, são sonhos interrompidos.
“Além da Esperança” é um chamado à ação. É um lembrete de que, embora a fila seja longa e o caminho incerto, cada um de nós tem o poder de ser o herói na jornada de alguém. Ao escolher ser um doador de órgãos, você pode ser a razão pela qual a música ainda toca, pela qual a festa continua, pela qual a esperança persiste.
Junte-se a nós nesta jornada emocionante e transformadora. Porque a vida, assim como o cinema, é feita de momentos que nos tiram o fôlego. E às vezes, o final feliz está apenas a um “sim” de distância.


Como ser um doador?
Qualquer pessoa pode ser uma doadora de órgãos e nenhuma religião é contra a doação. Basta apenas ser maior de 18 anos, ter condições adequadas de saúde e ser avaliado por um médico para realização de exames.
Para ser um doador em vida, você pode acessar o site da Aliança Brasileira pela doação de Órgãos e Tecidos (Adote), fazer seu cadastro e download do cartão de doador.
Quais órgãos podem ser doados?
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Coração: o transplante só pode ser realizado por meio de um doador falecido, com morte encefálica constatada. O transplante de coração é recomendado a pessoas com insuficiência cardíaca e que não respondem a nenhum tratamento ou cirurgia.
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Válvulas cardíacas: esse tipo de transplante é indicado para pessoas com doenças da válvula do coração. Em alguns casos, não é possível usar para transplante o coração de um indivíduo que teve morte encefálica, porém, as válvulas podem ser doadas e mantidas em um banco de válvulas, onde são mantidas durante anos.
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Fígado: é um órgão que tem a capacidade de regenerar-se, por isso, o doador pode doar parte de seu fígado, em vida. Esse tipo de transplante é realizado principalmente em casos de cirrose hepática.
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Pulmão: esse tipo de transplante é indicado para pessoas com doença pulmonar grave, tais como fibrose cística, pulmonar e enfisema. Em situações especiais, uma parte do pulmão pode vir de um doador vivo e são necessários dois doadores para um receptor.
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Ossos: implantes dentários, transplantes para lesões da coluna e próteses são alguns tipos de transplantes para ossos, que podem ser realizados por meio de cirurgias simples. Os ossos doados podem ser mantidos em um banco por um longo período.
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Medula óssea: é responsável por produzir componentes do sangue e é usada para a cura de doenças que afetam as células do sangue, como a leucemia. A doença da medula óssea é a única forma de doação que mantém um banco de doadores e que também é permitida a crianças e gestantes.
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Rim: os rins, por serem dois, podem ser doados tanto em vida quanto após o falecimento. A doação do rim geralmente é feita para pessoas com hipertensão, diabetes, insuficiência renal crônica, entre outras doenças renais.
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Pâncreas: esse tipo de transplante é feito a partir de doadores falecidos e geralmente é realizado junto com o transplante de rim, pois o pâncreas é um órgão que atua na digestão dos alimentos e também na produção de insulina, elemento responsável pelo equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue. O transplante é feito em pessoas com diabetes e sérios problemas renais.
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Córneas: o transplante só pode ser feito a partir de doadores falecidos, com idade entre 2 a 80 anos. Ceratocone e distrofia do endotélio são algumas das doenças graves que podem afetar a córnea, parte do olho que controla a passagem de luz para a retina.
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Pele: a doação pode ser feita por pessoas falecidas ou aquelas que removeram partes da pele em cirurgias estéticas. O transplante de pele é recomendado em caso de pessoas que sofreram extensas queimaduras ou doenças dermatológicas graves.
Fonte: PFizer